Paz Armada

Afinal, qual é o objetivo da UPP e do choque de ordem impostos pelo governo no Rio de Janeiro? Essa pergunta, por mais que não pareça, é traiçoeira. Nos dois casos, voltamos a diversos assuntos abordados pelo blog.

Quais são os objetivos do estado? Segurança pública? Arrecadação de impostos? Para que? Para quem? Ao estado atual parece interessar mais o controle por meio do poder gerando opressão para atingir seus objetivos, sejam eles, manter este poder, garantir votos ou gerar lucro, por exemplo.

O Choque de Ordem de acordo com o Wikipedia visa “percorrer alguns bairros da cidade, recolhendo lixo, mercadorias ilegais de ambulantes, e também pessoas que estejam morando nas ruas”.

No entanto, o Choque de Ordem também é mais um braço opressor do estado. Com este artifício se pode controlar ainda mais as pessoas além de poder ser um motivo, criado pelo governo, para vigiar as pessoas. Pode-se considerar também que é mais uma forma de criminalizar indivíduos que não são favoráveis aos ideais dos políticos que estão no poder, por exemplo. Também é usado para roubar as mercadorias, em alguns casos, de artistas como os escultores, que por não serem organizados ou terem poder aquisitivo ou político nada podem fazer. Podendo ser considerado quase que um massacre a estas “classes” que perdem seus bens, na maioria dos casos, criados por meio do trabalho manual feito por eles, para a polícia e consequentemente para o estado.

Pode-se incluir no plano também a remoção de carros em lugares proibidos, que desconsidera que não há vagas na cidade e que o modelo escolhido pelo próprio governo foi o rodoviário. Ou seja, as pessoas que tem condições de ter carro, se sentem obrigadas a tê-los mas não tem infra estrutura para utilizá-los mesmo pagando impostos. Também são desmobilizados protestos com as mesmas desculpas, acabando com um dos meios de manifestação popular.

Considerando que o Choque de ordem não é aplicado a todos e a todas às instituições fica claro que não passa de um objeto opressor. Diferente das ideias divulgadas pelo governo.

No caso da UPP, Unidade de Polícia Pacificadora, um projeto, segundo o Wikipedia, do Governo que pretende instituir polícias comunitárias nas favelas, principalmente na capital do estado, como forma de desarticular quadrilhas que antes controlavam estes territórios como estados paralelos.

Contudo, para começar, as UPPs somente ocorrerem nas áreas escolhidas pelo governo, que são ou serão atrativas de capital (dinheiro e investimentos privados). Existem diversos relatos de abuso e corrupção policial.

Mais um fator a se destacar é que a guerra contra as drogas desde que foi iniciada não resultou em efeito algum. O uso de drogas continua aumentando, os gastos com a guerra também, e não foi aumentada em nada a dificuldade para se conseguir drogas. Então, por que não se faz UPP em territórios dominados por milícias também? Talvez porque o governo esteja interessado em manter as milícias que é um assunto a ser abordado em outro tópico, mas que é útil para expor o que esta por trás das UPPs.

Outra questão, a mais importante, a se destacar é até aonde esta medida resolve o problema de fato? Por repreender militarmente a população em vez de educá-la, conseguimos combater a base do problema? Qual é o problema? O problema é que a população não tem educação e conhecimento suficientes para entender o que esta acontecendo e então tomar as medidas adequadas. Como, por exemplo, votar nos candidatos certos para cada pessoa votante.

Abaixo dois vídeos, um sobre um abuso de poder em uma das operações do choque de ordem e outro a respeito das ideias do deputado Marcelo Freixo sobre as UPPs:

Tropa de Elite

Policial persegue estudante Chileno

Hoje em dia convivemos com uma dúvida. Podemos confiar nos policiais? Os homens que em tese deveriam manter a ordem, fazer a lei prevalecer e proteger a população. A resposta do blog é “quase sempre não”. Obviamente existem policiais honestos, qualquer generalização é burra. No entanto, é normal ver na televisão, ouvir no rádio, ler no jornal ou até presenciar casos em que não é isso o que acontece. Se a população decide se levantar e protestar contra as injustiças que passamos, como por exemplo, contra os políticos, a polícia destrói o manifesto, prende diversos integrantes e ainda surra alguns ou vários deles, como por exemplo no protesto dos estudantes chilenos e na manifestação grega citados no post sobre os protestos em Wall Street. Além de a polícia só fazer o que as pessoas com o poder mandam, políticos e os “chefões” da polícia, teoricamente falando, a questão a ser abordada neste caso é “Os políciais não são a população também?”. Sim, eles são. Nós só precisamos fazer com que eles entendam isso, e se juntem a população. Caso isso um dia aconteça, talvez eles ganhem um salário melhor, a população não tenha medo deles, os políticos corruptos sejam presos, os controladores da mídia sejam afastados e o mundo ande pra frente.

Duas observações que devem ser levadas em conta:

1 – Nós somos a lei, já que a lei é algo inventado pelos humanos (nós), no caso a lei brasileira inventada pelos humanos brasileiros;

2 – Sim, nós temos poder contra o estado e a polícia, já que elas também somos nós, já que quem vota somos nós, quem protesta somos nós, quem aceita o que acontece e não faz nada também somos nós;

Abaixo um vídeo com um exemplo de abuso policial e político que nos é passado pelos próprios políticos como um avanço (tema a ser abordado em um post futuro) e uma sugestão de blog com diversas denúncias sobre políticos, policiais, etc.

http://ricardo-gama.blogspot.com/