Guerra contra as drogas

A proibição das drogas é algo que a maioria de nós entende como certo e indiscutível. No entanto, para ter essa certeza, é necessário que não se faça uma pergunta, por que? Para este tema é preciso dividi-lo em dois assuntos para uma melhor análise, sendo um as drogas em si e o outro a proibição.

No caso das drogas podemos usar alguns exemplos para demonstrar que a droga em si, talvez tenha motivos para ser legalizada, ou então que talvez não tenha motivos verídicos para ser proibida. Diversas das drogas que utilizamos como remédios têm os mesmos efeitos de algumas drogas proibidas, além de poder causar dependência, sejam químicas ou psicológicas.

A maconha, por exemplo, pode ser utilizada na cura de pessoas que não sentem fome, como por exemplo, pessoas em tratamento de Câncer, no caso, quimioterapia. Outra, entre as diversas doenças que a maconha pode ajudar no tratamento, são as ligadas ao stress ou ansiedade, pois pode ser um excelente calmante/relaxante natural.

O LSD pode ser usado no tratamento de doentes terminais, acabando com a sensação de desconforto, além de poder gerar felicidade para um doente terminal. Também podendo ser usado, por exemplo, para pessoas com doenças mentais, como por exemplo, a esquizofrenia, que o mesmo também pode ajudar a gerar.

Obviamente em todos estes casos é necessário um estudo sério a respeito dos efeitos e como estas drogas devem ser usadas. Sendo importante salientar também que nesses dois casos, já existem países que tratam doentes nestes estados com estas drogas.

Outro ponto é que as drogas sempre foram usadas pela humanidade desde seus primórdios, um exemplo claro que temos são os índios e algumas religiões, sendo neste caso, consideradas até sagradas algumas delas, como a ayahuasca. Logo, o problema é que devido à proibição estas drogas não podem ser estudadas, logo não podem ser usadas recreativamente nem para fins da medicina.

O último ponto importante, que será exposto como uma pergunta, é: Serão o álcool e o tabaco menos viciantes e menos impactantes para nós que as drogas comentadas acima?

A proibição é algo discutível em diferentes patamares. O primeiro é em relação à liberdade e democracia. Quem pode definir o que deve ser proibido e o que não deve para outras pessoas? Quem esta apto a tomar uma decisão dessas?

De acordo com o ideal de uma democracia, quem deveria decidir é a população em si, por meio do candidato eleito por voto. Contudo, não é o que acontece de fato. As pessoas as quais detém este tipo de poder são os políticos, eleitos pelo povo. No entanto, em nenhum momento da história o povo decidiu por uma proibição. Então por que algo, como por exemplo, as drogas são proibidas?

A resposta provável é que existe algum interesse por trás dessa proibição.  No caso das drogas, pode haver diversos interesses, como criar motivos para outras ações. Por exemplo, por as drogas serem proibidas nos Estados Unidos, isto pode se tornar um motivo para a invasão ou investigação, que passaria a ser legal, de outros países que produzem estas drogas, além de gerar mais gastos com armas. Sendo a indústria bélica uma das mais importantes para os Estados Unidos, além de ser uma das que mais investe na candidatura de grande parte dos políticos eleitos, então estes políticos deveriam defender os interesses desta indústria, fazendo então com que se tenham diversas consequências gerando mais consequências. No caso do Brasil, podemos pensar no exemplo de se poder revistar uma pessoa que seja suspeita de portar drogas.

Por estas consequências, chegaríamos ao segundo ponto relevante. A proibição gera poder. Por algo ser proibido, o estado passa a ter o poder de invadir a privacidade das pessoas em busca de algo ilegal que ela estaria fazendo, além de poder criar um criminoso. Ao criar um criminoso, se pode então calar quem se deseja, como uma pessoa com ideais contra o governo por exemplo. Pode-se também limitar uma ação, como por exemplo, as greves. Se a greve que é a principal arma do povo é limitada, não pode ser geral, tem um tempo determinado máximo para poder ocorrer, então o poder do povo acaba por ser menor que o poder do estado e das empresas.

A seguir um documentário para completar e embasar as ideias expostas acima sobre a proibição da maconha, suas possibilidades e sua história:

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Cortina de Fumaça

Poder do estado

Para este post serão expostos temas que vivemos todos os dias e que passam despercebidos normalmente e que podem ser alguns dos pilares para uma melhor consciência da população e possível melhora na sociedade que vivemos. Alguns dos diversos assuntos importantes que não são conhecidos, espalhados, discutidos ou abordados pela maioria da sociedade são, por exemplo, a falta de base de informação para se tratar um assunto, o falso conhecimento gerado pela mídia, o poder do estado e a criminalização pela lei e suas consequências. Também será exposta a descriminalização das drogas, assunto que será abordado em um filme a ser indicado ao final do post que contém os pontos acima comentados.

No caso do primeiro exemplo, a falta de base de informação, é generalizado, temos o péssimo costume de falar sobre o que não sabemos. Normalmente nos baseamos nos nossos “achismos” e no que alguém nos falou, sendo que não sabemos a procedência  destas informações. Logo, acabamos falando besteira, continuamos sem o conhecimento, repassamos estas falsas informações e ainda tomamos decisões e assumimos posturas erradas pelo não conhecimento do assunto ou problema.

A respeito do falso conhecimento gerado pela mídia, há diversos pontos a serem abordados em um outro post sobre este ponto. No entanto, um breve resumo é que a mídia passa o que interessa para quem tem o poder de decidir o que será repassado. Podendo a influência ser por poder, dinheiro ou audiência, por exemplo.

O problema do estado é que ele deveria ser pelo povo e para o povo, ou seja, constituído pela população como um todo e a favor dos desejos e necessidades do povo. Porém não é o que notamos na maioria dos casos. Sendo, um dos principais problemas e que geralmente não é detectado por nós, o modo no qual isso não acontece, a imposição. Para impor seus mandamentos e decisões o estado pode usar do poder da polícia e do exército, que de fato é o que acontece.

A criminalização pela lei e suas consequências diz respeito a como se torna algo criminoso pelo fato de estar na lei. Para entender isso, precisamos saber também que a lei é algo inventado pelos seres humanos, logo, feita por nós. Então podemos concluir que na verdade não existe tal coisa e que na verdade nada é um crime, mas que a lei é algo necessário para que se viva em uma sociedade. Sendo que este blog considera como ideal de lei que tudo possa ser feito, ou seja, todos sejam livres, desde que não se afete de uma maneira ruim um terceiro, ou seja, que não influencie de maneira a ser considerada ruim pelo terceiro a sua vida. Sendo assim, tudo que consta nela como um crime, vira um crime. No entanto não necessariamente tudo que esta na lei de fato afeta negativamente a vida das pessoas ou talvez a consequência da criminalização de algumas ações na verdade possa ter impactos piores do que a não proibição destas ou mesmo a soma destes dois fatores. A criminalização pela lei e suas consequências na questão das drogas é o principal tema abordado pelo documentário Cortina de Fumaça, que terá o link para o filme completo assim como o trailer exibidos a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=RAnFiyqcMb0&feature=related